
Já falei sobre isso por aqui, mas a cada dose volta tudo...
Página criada para compartilhar emoções ímpares de uma gestação e da chegada de uma nova vida. Para relatar cada mudança, sentimento, descoberta... tudo! Sejam bem vindos para acompanhar conosco esta maravilhosa mudança em nossas vidas!



Nossa... o tempo pássa... afff...
Obviamente muitas coisas aconteceram nesse tempo todo de ausência. Ausência essa justificada pura e simplesmente pela preguiça desta que voz fala de dedicar um tempinho para escrever aqui.
Viajamos (mais uma vez) de avião para Porto Alegre e, desta vez sozinhos – eu e o filhote apenas. Foi tudo tranqüilo, fez frio e sentimos saudades de casa.
Decidi que não retornaria ao trabalho para ficar com ele o máximo de tempo possível e pedi acordo com a empresa que já estava (estou) a quase oito anos.
Tudo certo e decidido e eles me fizeram uma proposta irrecusável de promoção. Na hora não hesitei e disse um NÃO robusto e decidido mas depois, conversando com a família e escutando opiniões de quem já passou por isso acabei mudando de idéia.
Acho que nos dois dias seguintes a esta decisão fiquei mais magra e desidratada, porque chorei... chorei muito.
Ainda sinto vontade de chorar quando penso no assunto e esta semana estamos fazendo um ‘laboratório’ para eu acostumar a respirar longe dele ele acostumar a ficar longe de mim. Hoje mesmo saí a tarde inteira e... sobrevivemos.
Começo na semana que vem, na segunda-feira. Que venha a segunda! Se eu chegar até a outra e porque daí só vai.
Espero que tudo dê certo. Espero que esta seja a coisa certa a ser feita.
Sempre fui a favor do parto natural (que antes conhecíamos como parto normal), do aleitamento com livre demanda, do carinho, do colo, do amor sem limites e da educação.
Durante a gestação comecei a me preparar da melhor maneira para um parto natural, fazia caminhadas deliciosas na praia, hidroginástica, pegava sol. Me preocupava com o bem estar do meu filhote me recuso a chamá-lo de ‘feto’, sorry colocava músicas gostosas para ele ouvir, procurava não me irritar, relaxava e nunquinha vi meus filmes tensos de terror que sempre adorei.
Sempre pensei e continuo pensando que o dia em que decidisse ter um filho meu mundo seria para ele, por ele. Faria tudo pelo seu bem estar, da melhor maneira possível.
Mais próximo do final da gestação, em uma conversa com a obstetra, observamos um risco para o bebê. Tenho epilepsia e quando sinto muita dor, mesmo medicada, perco o controle e corro risco de uma crise. Com isso eu poderia perder os sentidos e seria arriscado para meu filho: eu não admito!
Optamos então pela cesária. PAUSA: Gostaria de salientar que a indicação pela cesária não foi por fins lucrativos já que optei por fazer o parto com a plantonista e não com a obstetra que me acompanhou devido a questões financeiras.
Durante alguns dias chorei por causa disso, de certa forma me senti ‘menos mulher’ e da maneira que eu via as coisas isso parecia afastar-me um pouco do meu filho.
Achei estranho ter dia e hora marcados para um nascimento, entendi isso como uma coisa um tanto injusta, acho que ele deveria vir ao mundo na hora que ele escolhesse e não no horário que agendaram para isso.
Mas seria imprudência minha fazer diferente e porque ‘eu quero um parto natural’ permitir a existência de algum perigo para ele.
Fizemos então o parto agendado, tudo programadinho e ele veio ao mundo maravilhoso com APGAR 10 e rodeado de amor, muito amor.
Ele tem sim um quarto decorado, com paredes pintadinhas e tudo combinando. Ele até dorme na sua caminha desde o primeiro mês, não porque sou uma mãe desnaturada que acho que ele tem que se virar sozinho, mas porque acho arriscadíssimo um bebê entre seus pais na cama.
Sobre o bico (chupeta) ele não chupa porque não quis, eu ofereci. Também não vejo nenhum problema. Ofereci só depois de um mês quando ele já mamava bastante por questão de segurança, e porque às vezes eu precisava comer ou ir ao banheiro e ele nunca, nunquinha largava a teta. O que? Sou um monstro??? Ah... pára!
Sou a favor do colo, dou muito muito mamá e muitíssimo carinho.
Sobre a amamentação gostaria de salientar que entendo que em muitos casos (o meu caso) dói muito (olha, tenho piercings e tattoos e nada doeu assim) mas que não se deve desistir jamais! É benéfico para o bebê e para a mãe, nos aproxima muito e é maravilhoso. A dor passa rápido e depois é só alegria!
Não uso sling porque não me adaptei, uso o carrinho e percebo que ele adora esticar seus bracinhos e ter espaço. Quando cansa, dou um colinho!
Iniciei alimentação quando ele fez 5 meses (no ultimo dia 28) não por vontade própria mas porque sou um ser normal que trabalha e preciso que ele consiga se alimentar quando eu for trabalhar. O que tem de monstruoso nisso?
Sou muito a favor das mudanças que tem sido feitas na educação dos pequenos e percebo que na grande maioria são maravilhosas, mas sou contra o radicalismo.
Caberia aqui uma pincelada no assunto ‘palmadinha’ mas vou deixar para outro post, já que o assunto é polêmico e complicadíssimo, mas já deixo claro que sou contra surras e a favor dos limites.
Pronto, falei.
Já falei aqui dos super poderes de mãe, e estou achando incrível minha capacidade de desenvolvê-los!
Tem coisas que a gente lembra com uma saudade que nos faz ter vontade de encolher de quando éramos crianças. Uma delas é dormir (ou quando já era maiorzinha fingir dormir) só para, como mágica, ir parar na cama aconchegada nas cobertas. Que delícia!
E como é que a mãe conseguia nos fazer levitar, trocar de roupa e ficar ali bem gostosinho sem que percebêssemos nadica?! Poderes de mãe! Há!
Ontem saímos para jantar e já levamos o pequeno com seu bainho tomado porque sabíamos que o horário da volta seria por demais para ele. Certeiro! Ele adormeceu lá mesmo no meio da bagunça.
Com ele assim daquele jeitinho mega fofo que dá vontade de esmagar, tirei do carrinho, coloquei na cadeirinha do carro (tendo que obviamente sair para a rua e enfrentar mudança de temperatura, bem bonitinho como manda o figurino enroladinho na sua coberta deliciosa), cobri de novo com a cobertinha e fomos para a casa. Chegando... tira do carro, tira da cadeirinha – cintos de segurança e tals – tira tênis e calça jeans óóó de tênis e calça jeans coisa mais linda do mundo!!! E coloca na cama. Tudo devidamente beijadinho e acarinhadinho porque eu não sou de ferro! Que coisa mais gostosa!
Tive certeza de que em menos de cinco minutinhos ele acordaria... que nada! Seguiu direto até as seis da manhã!
Um encanto!
Super mega power mãe boba master ativaaaaarrr!!!

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